Sejam bem vindos ao Encantos da nossa aldeia, blogue para a divulgação das paisagens e habitos do povo das aldeias do nosso Portugal

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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Usos e Costumes Tradicionais

Neste período será normal que os Portugueses especialmente pensem no povo da Madeira ajudando e rezando pelos desaparecidos nesta tragédia

As viagens pelo meu País irão continuar depois de assistirmos aqui no Algarve ás tradicionais realizações do Culto Cristão durante o tempo de Quaresma
O Carnaval passou e com ele o inicio de uma quarentena de luto, oração, retiro e reflexão que se iniciou na ultima quarta feira QUARTA FEIRA DE CINZAS e terminará com a ressurreição de Cristo no Domingo de Páscoa
Estarei atento ao que sobre esta tradição s realizar no Algarve e muito particularmente em Faro
Aliás eu próprio guardo ainda muitas recordações destas festividades quando frequentei o Seminário de S. José nesta cidade

E para complementar esta minha postagem sobre a Quaresma, aqui vos deixo a transcrição da Mensagem de Quaresma do Bispo do Algarve D. Manuel Quintas



Meus caros diocesanos,

o tempo litúrgico que estamos a iniciar, proporciona-nos, anualmente, a oportunidade para uma revisão de vida mais profunda em ordem à conversão pessoal e à celebração do mistério central da nossa fé: a morte e a ressurreição de Cristo.

A conversão pessoal será tanto mais autêntica, quanto mais se inspirar na escuta mais prolongada da Palavra de Deus e na resposta aos seus apelos; no encontro pessoal e mais íntimo com Cristo, pela oração; na partilha solidária e fraterna com os mais necessitados.


Continuamos mergulhados numa crise que tarda em passar, se bem que o seu fim tenha sido anunciado por diversas vezes. As suas consequências continuam a fazer-se sentir com o aumento do desemprego, inclusivamente entre nós, e o consequente reflexo no seio de inúmeras famílias.

O fundo diocesano criado com a renúncia quaresmal de 2009, tem sido aplicado integralmente pela Diocese, sobretudo no apoio às famílias atingidas pelo desemprego, com o objectivo de minorar os efeitos desta crise.

Este ano, como já foi divulgado, sensíveis à tragédia do povo do Haiti, a renúncia quaresmal diocesana destinar-se-á a auxiliar as vítimas do terramoto e na reconstrução das estruturas sob a responsabilidade da Igreja local. Estamos certos de que esta decisão, apoiada pelo Conselho Presbiteral, corresponde ao desejo e ao sentir do povo algarvio que, de muitos modos e através de diversas instituições, vem já demonstrando a sua generosidade.

A cerca de três meses da visita do Papa Bento XVI a Portugal e porque queremos, como Igreja diocesana, usufruir da sua presença e da mensagem que nos vai dirigir, para crescermos mais na comunhão com o sucessor de Pedro e com toda a Igreja, proponho e exorto-vos, desde já, a que acolhais e mediteis na sua oportuna mensagem para esta Quaresma, da qual saliento alguns aspectos:

1. O Papa apresenta uma reflexão sobre o “vasto tema da justiça” para afirmar que a necessidade mais profunda do ser humano não lhe pode ser dada pela “justiça distributiva”. Os bens materiais são, naturalmente, úteis e necessários e devemos lutar contra a “indiferença” que continua a condenar “centenas de milhões de seres humanos à morte por falta de alimentos, de água e de medicamentos”. Todavia “aquilo de que o homem precisa não lhe pode ser garantido por lei”. Para viver em plenitude, “precisa de algo mais íntimo que só lhe pode ser concedido gratuitamente: poderíamos dizer que o homem vive daquele amor que só Deus lhe pode comunicar, tendo-o criado à sua imagem e semelhança”. Mais do que pão, o ser humano precisa sobretudo de Deus.

2. Também não podemos cair na ilusão, provocada por um modo ingénuo e míope de pensar, que bastaria remover as causas externas que impedem a actuação da justiça, para acabar com o mal no mundo. “A injustiça, fruto do mal, não tem raízes exclusivamente externas; tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa conivência com o mal”, que fragiliza a sua natural “capacidade de entrar em comunhão com o outro” e nele desperta “uma força de gravidade estranha que o leva a dobrar-se sobre si mesmo, a afirmar-se acima e contra os outros: é o egoísmo, consequência do pecado original”.

3. A Quaresma é o tempo propício para libertar o coração. “Converter-se a Cristo, acreditar no Evangelho significa precisamente isto: sair da ilusão da auto-suficiência para descobrir e aceitar a própria indigência – indigência dos outros e de Deus, exigência do seu perdão e da sua amizade”. Não sendo a fé “um facto natural, cómodo, óbvio” exige-se humildade para aceitar a necessidade “que um Outro me liberte do «meu», para me dar gratuitamente o «seu»”, do qual são expressão e realidade particularmente os “sacramentos da Penitência e da Eucaristia. Graças à acção de Cristo, podemos entrar na justiça «maior», que é a do amor (cf Rom 13,8-10), a justiça de quem se sente sempre mais devedor do que credor, porque recebeu mais do que aquilo que poderia esperar.” É fortalecido por esta experiencia que “o cristão é levado a contribuir para a formação de sociedades justas, onde todos recebem o necessário para viver segundo a própria dignidade de homem e onde a justiça é vivificada pelo amor”.

Meus caros diocesanos, não deixeis de procurar neste tempo da Quaresma os meios que, talvez, há muito ansiais para uma conversão sincera a Cristo e ao Evangelho, apoiados no amor gratuito e misericordioso de Deus. Só assim é que podereis participar verdadeiramente na Páscoa de Cristo ressuscitado, garantia e fundamento da plenitude da alegria e da esperança.

+ Manuel Quintas, Bispo do Algarve

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Viajens pelo meu País 5

Carnaval de Loulé 2010

Como estava prometido, hoje vou mostrar algo do que tivemos hipótese de ver em Loulé Saimos de Beja seguindo pela IP2 parámos ainda em Castro Verde um pouco antes d e entrarmos na Autoestrada para o Algarve Chegando no Domingo Gordo ou seja domingo de carnaval a Loulé onde já se faziam ouvir os gritos de alegria e a musica que saía dos altifalantes do corso de carnaval que se apresentava na avenida principal de Loulé, avenida Costa Mealha A meio da tarde o corso acabou. O desfile de domingo acabou apenas por durar cerca de uma hora e meia - metade do tempo previsto -, levando algumas pessoas a reclamar junto da organização o dinheiro do bilhete, no valor de dois euros o que por acaso não foi o meu caso. Os festejos carnavalescos continuavam no mercado municipal onde estava a RTP a transmitir em directo. Já não assisti a esta parte: O vento era frio a chuva começava a cair em abundancia. Se eu pudesse, ou melhor se tivesse poderes para modificar o carnaval, passaria a festejar s e em Portugal nos meses de Julho, Agosto ou Setembro, para não termos qeu abandonar a festa a meio por causa do frio e da chuva mas muito particularmente para não termos qeu ver aquelas mocinhas completamente descascadas a tremer de frio e não poderem dar nos a visão d e uma mais bela e completa actuação tanto em terra como em cima dos lindos carros alegóricos. E ontem terça feira aconteceu a mesmissima coisa de domingo Em Moncarapacho onde normalmente se juntam mais de 70 ou 80 mil foliões, este ano se havia 30 mil já era muito E foi assim em quase todo o País Embora de má qualidade aqui vos deixo um video que consegui mesmo com o mau tempo que se fazia sentir

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Viagens pelo meu País 4




Duas imagens da linda Vila da Vidigueira sendo uma da Praça da Republica e a outra da Praça Vasco da Gama

Imagem de Portel com uma linda vista para o seru altaneiro castelo
Dizia Jorge Pulido Valente na Rádio Pax:
Nós não vamos a lado nenhum se não tivermos uma capital regional, como Beja, forte, dinâmica, empreendedora, aberta e congregadora
Pois é verdade Partimos d e Évora em direção a Beja no entanto até cá chegar, parámos em Portel, Lugar marcado por uma paisagem dominada pela serra, Portel assume-se hoje como a “Capital do Montado” e a porta de acesso a Alqueva, e asim é fomos á barragem do Alqueva,
Obra grandiosa localizada no coração do Alentejo, a Barragem de Alqueva, insere-se na bacia hidrográfica do Rio Guadiana e desde 2002 tem estado a encher. e será porventura hoje o maior lago artificial da Europa. Com uma paisagem dominada pelo Montado de sobro e de azinho. depois parámos na Vidigueira, sede de um município com 314,20 km² de área ,com pouco mais ou menos 6.000 habitantes subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Portel, a leste por Moura, a sueste por Serpa, a sul por Beja e a oeste por Cuba
Os seus campos verdejantes, e bem cultivados dão nos a sensação de estarmos verdadeiramente nos grandes campos alentejanos com vinhas a perder de vista, odores do campo: Achei a Vidigueira uma Vila bem simpatica
E pronto cá estamos chegadinhos a Beja, Capital do Baixo Alentejo grandes campos plantados de vinhas que lhe dão o cognome de capital do vinho
Conta a lenda que quando Beja era uma pequena localidade de cabanas rodeada de um compacto matagal, uma serpente assassina era o maior problema da população. A solução para este dilema passou por assassinar a serpente, feito alcançado deixando um touro envenenado na floresta onde habitava a serpente. É devido a esta lenda que existe um touro representado no brasão de Beja.
E com isto pouco mais posso acrescentar, a não ser apenas dizer que visito muitas vezes Beja, cidade que me dá prazer rever
Vou deixarvos um leque de fotografias tiradas neste percurso que irão atestar a veracidade das minhas palavras no que concerne á beleza paisagistica


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Viajens pelo meu País 3

Saímos logo pela manhã em direção a Évora, e fizemos uma pausa na povoação de Évoramonte que se desenvolve em torno de um cabeço com 500 m de altitude que corresponde ao extremo poente da Serra de Ossa. Foi no topo dessa elevação que foi construído o castelo, bem visível para quem se aproxima da aldeia e um motivo de interesse imperdível. De planta triangular, o amuralhamento tem diversas portas. A Porta do Freixo, virada a sul é aquela que o viajante vindo de Évora primeiro distingue. A Porta do Sol ou da Vila, está virada na direcção contrária.
Depois do terramoto de 1531, D Jaime, duque de Bragança, mandou reconstruir o castelo e o povoado.
Resultou uma fortificação que reflecte a transição da arquitectura militar medieval para a da renascença, com três andares e planta quadrangular, reforçada em cada vértice por torres cilíndricas adaptadas ao uso da artilharia.


Lá do alto, obtém-se ampla vista sobre as muralhas de Estremoz (para norte) e o imponente volume da Serra de Ossa (a leste e nordeste) . Évoramonte está integrada na Rede Europeia de Aldeias Turísticas Seguindo a nossa viajem chegámos a Évora.

Évora merece uma visita apaixonada e oferece marcas do que foi nascendo ao longo dos séculos: igrejas monumentais, praças históricas, casario branco, ruas medievais… Nos arredores da cidade a natureza abraça trigais e montes, albufeiras e riachos, paisagens solitárias de beleza sem igual… As suas gentes hospitaleiras, o artesanato típico, a rica gastronomia, as tradições, os cheiros e sabores que caracterizam esta bela região esperam por si!

Escrever sobre Évora é facil mas pelo seu passado histórico e pelo seu estatuto de cidade património mundial, seria nescessário muito tempo e muito espaço para poder expor tudo o que esta cidade merece. No entanto quase toda a gente conhece Évora pelo menos em imagens e em noticiários sobre a sua localização o seu património e as suas gentes Deixo vos um pequeno vídeo que compus com as principais imagens recolhidas ao som de uma belissima canção alentejana

Daqui vamos seguir em direção a Beja, contando estar nos dias 14 15 e 16 no Algarve para assistir e partilhar convosco o Carnaval em Loulé Moncarapacho, ou mesmo Vila Real de Santo António

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Viajens pelo meu País 2


Monforte é uma vila do Distrito de Portalegre, região do Alto Alentejo, com aprox. 1 200 habitantes

É sede de um município com 419,65 km² de área e 3 393 habitantes (há pouco mais d e 5 anos) divididos por 4 freguesias. O município é limitado a oeste e norte pelos municípios do Crato e de Portalegre, a leste por Arronches e por Elvas, a sudoeste por Borba e por Estremoz, a oeste por Fronteira e a noroeste por Alter do Chão.


Possui um clima marcadamente mediterrânico, caracterizado por uma estação seca bem acentuada no Verão. Embora com algumas alterações,a precipitação ronda os 500 mm entre os meses de Outubro e Março e os 170 mm no semestre mais seco.
DE Monforte seguimos para Campo Maior uma linda Vila muito conhecida pelas grandes festas das Flores e pelos seus excelentes cafés: Campo Maior é sem duvida a maior area de torrefação d e cafés do Nosso País sendo a familia Nabeiro a que mais se salienta nessa Industria, possuindo varias marcas mas sem duvida a mais conhecida Nacional e Internacionalmente os Cafés Delta
Remonta à origem dos tempos a presença humana no território onde hoje se situa o concelho de Campo Maior.

Diversas evidências comprovam este facto, desde as cerâmicas,existencia de moedas, inscrições, e até mesmo machados em pedra encontrados ao longo dos tempos e que vêm revelar uma existência desde as épocas mais recuadas. Embora pouco se possa dizer mais desses tempos remotos
Deixámos Campo Maior em direção a Elvas aqui mesmo ao lado; fronteira com a vizinha cidade espanhola Badajoz

A Cidade de Elvas é neste momento a terceira maior cidade da região do Alentejo, apenas atrás de Évora e Beja, sendo então a maior cidade do Distrito de Portalegre e da sub-região do Alto Alentejo, com uma estimativa de cerca de 19 800 habitantes e o concelho cerca de 25 300 habitantes


Às portas de Espanha, distando apenas 8km (em linha recta) da cidade de Badajoz, Elvas é a mais importante praça-forte da fronteira portuguesa, e a cidade mais fortificada da Europa, tendo sido por isso cognominada "Rainha da Fronteira".

As Fortificações de Elvas são desde 21 de Maio de 2009, candidatas a Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, sendo estas o maior conjunto de Fortificações Abaluartadas do Mundo. Elvas é também conhecida como "Cidade Monumental" ou "Cidade Museológica
Daqui seguimos pela N4 sempre com a A6 á vista em direção a Estremoz; antes paramos em Borba e demos um saltinho a Vila Viçosa que conheço há muios anos ainda dos meus tempos de Seminário


D. Afonso III outorga foral a Estremoz em 1258.

Neste Castelo foi fundado, provavelmente no séc. XIV por D. Dinis, um Paço Real no qual habitaram Reis e Rainhas, como a Rainha Santa Isabel, D. Afonso IV ou D. Fernando I. A Rainha Santa aqui faleceu em 1336. Também em Estremoz faleceu D. Pedro I, este no Convento dos franciscanos.

Na Revolução de 1383-85 o povo de Estremoz, não querendo ver a então vila nas mãos dos partidários dos castelhanos, tomou-a e entregou-a a Martim Peres, homem de confiança de D. João I.

De Estremoz partiram os homens comandados por Nuno Álvares Pereira para ganharem a batalha dos Atoleiros.
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Daqui partiram também as tropas que na Restauração da Independência (1640-1668) venceram embates tão decisivos como a batalha de Montes Claros e a batalha do Ameixial.

Em 1736 o Paço Real é reconvertido, após vultuosas obras, em Armazém de Guerra, no qual estavam guardadas cerca de 40.000 armas. Este local foi saqueado em 1808 no decurso das invasões francesas.

Em 1834 neste mesmo edifício são mortos 33 presos liberais. Esta tragédia ocorreu durante a guerra entre irmãos que decorreu em Portugal e que só terminou com a Convenção de Evoramonte em 1834.

A 25 de Abril de 1974, durante o golpe de Estado chamado de Revolução dos Cravos, o Regimento de Cavalaria 3 (sediado em Estremoz) participou neste movimento que finalizou com a Ditadura do Estado Novo.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Viajens pelo meu País 1

Como estávamos aqui mesmo na fronteira da Beira Baixa com o Alto Alentejo, decidi mostrar a passagem por Nisa e Portalegre.
Nisa que me faz reviver más recordações porque foi Perto desta Vila que ia perdendo a vida há bastantes anos atraz num grande acidente de viação. Ao mesmo tempo agradeço á corporação dos Bombeiros Voluntarios a rapidez com que me puseram num hospital de Lisboa e assim me salvaram a vida. Aos bombeiros que me transportaram o meu muito obrigado

Em 1199 D. Sancho I doa a Herdade da Açafa á Ordem do Templo, este território era delimitado, de modo muito sumário a norte pelo Rio Tejo e a sul detinha parte do território dos actuais concelhos de Nisa, Castelo de Vide e parte do território espanhol junto á actual fronteira. Estas doações tinham como objectivo fixar moradores em zonas ermas e despovoadas e consequentemente defender o território.
Todo este historial descrito com lindas fotos pode ser consultado nesta paginaSegindo em direção a Portalegre podemos apreciar uma vasta planicie onde as cegonhas teem o Habito d e fazer as suas habitações .
Não se sabe bem quem foram os fundadores da vila. Fraxinum ou Fraginum, que se julga ter sido a origem da actual vila de Alpalhão, é uma povoação antiquíssima, já existente no tempo dos Romanos. Esta povoação situar-se-ia no chamado Monte dos Sete, sensivelmente 2 km a norte da actual vila. Não se sabe, igualmente, qual a razão da mudança de local.

A romanização da Península Ibérica contribuiu para que Fraxinum evoluísse e se tornasse numa estação importante. Uma das três estradas que ligava Lisboa a Mérida (então capital da Lusitânia), passava por Fraxinum, segundo o itinerário de Antonino. A queda do Império Romano e a invasão da Península pelos Mouros terá alterado a sua etimologia para Alpalhandro



Antes de rumar directamente a Portalegre passámos por Flor da Rosa para visitar os monumentos historicos desta Localidade


Flor da Rosa é uma aldeia Alentejana que se desenvolveu em volta de um importante Mosteiro, bem próxima da vila do Crato.

Segundo a tradição, o topónimo “Flor da Rosa” virá de um cavaleiro doente cuja noiva, de nome Rosa, terá ofertado exactamente uma frondosa rosa. Contudo, ao contrário do que se previa, foi Rosa
ID_5431558500301250674" />quem primeiro faleceu, trazendo o maior dos desgostos ao cavaleiro. Encontrado muitas vezes a chorar desgostoso na campa da sua amada, o cavaleiro, no seu leito de morte, pede para que a flor que Rosa lhe oferecera o acompanhasse à sepultura e que fosse dado àquele lugar o nome de FLOR DA ROSA em homenagem à sua amada. Flor da Rosa tem umj historial mio vasto e antquissimo que poderá ser consultado nesta pagina
A caminho de Portalegre passámos ainda por Fortios Uma localidade bastante desenvolvida que em parte poderá ser dormitório de Portalegre

Nesta cidade com uma região turistica Serra de S Mamede Foi ha varios anos atraz uma cidade com uma grad Industria de Lanificios

Situado no Norte Alentejano, em pleno coração do Parque Natural da Serra de S. Mamede, fica o Concelho de Portalegre. É constituído por 10 freguesias, 2 urbanas (Sé e S. Lourenço) e 8 rurais (Alagoa, Alegrete, Carreiras, Fortios, Reguengo, Ribeira de Nisa, S. Julião e Urra). Tem uma superfície de 446,2 Km2 e, de acordo com os Censos de 2001, 25 980 habitantes.



O centro urbano, com cerca de 16 000 habitantes, desenvolveu-se principalmente a partir do século XVI, época em que foi elevado a sede de bispado e a categoria de cidade. Nos séculos seguintes aqui se instalaram várias famílias nobres e burguesas, facto que contribuiu para a construção de um dos melhores conjuntos de casas solarengas do país.



A cidade apresenta uma forte tradição industrial, remontando a indústria têxtil ao Século XVII. No século XIX surgiu a Fábrica da Cortiça Robinson, dedicada ao fabrico de rolhas de cortiça que é parte integrante da memória de Portalegre e que contém um valioso espólio de arqueologia industrial.
Em 1947 é fundada a Manufactura de Tapeçaria de Portalegre que, pelo seu trabalho artístico, se tornou o “ex-líbris” da cidade

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Viagens no meu País

Na ultima postagem POR TERRAS DA BEIRA tinhamos ficado no concelho da Idanha a Nova um dos maiores do País.
Vamos ficar por cá ainda hoje passando pelo Rosmaninhal uma freguesia pertencente ainda a este concelho de Idanha-a-Nova, com aprox. 270 km² de área e 730 habitantes.
Foi vila e sede de concelho entre 1510 e 1836, quando foi suprimido e anexado ao concelho de Salvaterra do Extremo. O município era constituído por uma freguesia e tinha, em 1801, 907 habitantes.

visitei num lugar aqui muito próximo um lagar de azeite equipado com tecnologia moderna e com a fabricação de azeite excelente
Daqui partimos com a intenção de percorrer grande parte do Parque Natural do Tejo Internacional, e acabamos por entrar em Monforte da Beiraé a freguesia mais oriental que pertence ao concelho de Castelo Branco. Faz fronteira com as freguesias de Malpica do Tejo, Ladoeiro e Rosmaninhal (estas duas últimas pertencentes ao concelho de Idanha-a-Nova). A sua área é superior à de concelhos como Lisboa ou Porto. Parte da freguesia está incluída no Parque Natural do Tejo Internacional.

E já em Malpica do tejo visitámos pessoas amigas, provámos a saborosissima gastronomia da região que se coinfecciona nesta aldeia. Freguesia esta que foi crescendo até atingir, em 1960, cerca de 3500 habitantes (Malpica foi, no século XX, e ainda é, das aldeias maiores do concelho de Castelo Branco). Hoje, devido ao êxodo rural, residem em Malpica cerca de 700 habitantes (a que se junta uma população flutuante de cerca de 300 habitantes).
Malpica (Malpica do Tejo a partir de inícios da década de 50) é uma feguesia muito rica a nível etnográfico e folclórico (Zeca Afonso recolheu ali muitos "cantares", como seja: Maria Faia, Moda do Entrudo, Jeremias, Oh! Que Calma!, etc.), É rica tambem em gastronomia, arquitectura e paisagem - fazendo tambem parte do Parque Natural do Tejo Internacional.

O Parque Natural do Tejo Internacional desenvolve-se a sul de Castelo Branco, durante uma extensão de várias dezenas de quilómetros de rio. Apresenta uma extraordinária riqueza botânica, com a presença de várias espécies endémicas, assim como grande variedade de aves migratórias e de rapina, que encontram aqui reunidas excelentes condições de nidificação. É o caso do abutre do Egipto, águia-cobreira, águia Bonelli, grifo e cegonha-negra, e também alguns mamíferos raros (lontra e geneta). O veado, o lobo, o javali, a águia e o falcão são outras espécies que podem ser observadas.
Além da beleza e riqueza natural, o Parque é também marcado pelos valores do património histórico e cultural, em que ressaltam os vestígios do neolítico e sepulturas romanas, assim como interessantes edificações da arquitectura popular perfeitamente integradas na envolvente paisagística.
Só é pena que se encontre ancorado num local do rio de acesso dificil um optimo barco cuja viajem experimental foi realizada pelo então primeiro ministro António Guterres passou quase toda a sua existencia a degradar se com o passar dos anos.

De qualquer maneira resta me aconselhar um passeio por estas bandas, que nos deixa completamente extasiados sem ter que dispender muito dinheiro que nos tempos que correm tambem começou a escassear





Passámos ainda pela barragem espanhola de EL Cedillo e percorremos ainda maisa lguns kms até ás Portas de Ródão

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Uma catástrofe no Haiti

Poderá demorar vários dias até se conhecer o número exacto de vítimas do violento terramoto que devastou a capital do Haiti, Port au Prince. Segundo a Cruz Vermelha Internacional, 3 milhões de pessoas foram afectadas - isso é um terço da população. Milhares podem ter morrido.Reuters TV


As primeiras informações apontavam para um grau muito significativo de destruição
Estima-se que centenas de pessoas possam estar soterradas nos escombros, fala-se em muitas mais centenas de feridos e sabe-se que milhares ficaram desalojados na sequência do abalo, que durou quase um minuto e registou uma magnitude de 7,0 na escala de Richter. Três horas depois do primeiro tremor, às 4h53 da tarde de ontem, terça-feira (21h53 hora de Lisboa), já se tinham seguido mais de dez réplicas, a mais forte das quais com uma intensidade de 5,9.

Uma gigantesca operação de emergência está a ser montada, com recursos a chegarem dos Estados Unidos e de outros países sul-americanos. Organizações de assistência como a Cruz Vermelha disponibilizaram já centenas de milhares de dólares em ajuda, e múltiplas organizações humanitárias preparam-se para partir para o empobrecido país das Caraíbas. Apesar de ontem ser impossível perceber o real estado em que se encontra Port au Prince, era claro que o Haiti não tinha capacidade para lidar com semelhante calamidade.

O embaixador do Haiti nos Estados Unidos, Raymond Alcide Joseph, classificou a situação como uma “catástrofe de gigantescas proporções”. As primeiras informações apontavam para um grau muito significativo de destruição, com estradas cortadas, pontes partidas e milhares de edifícios em ruínas. O terramoto, com epicentro a cerca de 15 quilómetros de Port au Prince, deixou a cidade coberta por uma densa poeira durante horas. A capital ficou sem electricidade e sem telecomunicações; as ruas encheram-se de pessoas em fuga dos edifícios que colapsavam como castelos de areia. “Começou tudo a tremer, as pessoas gritavam, as casas começaram a cair, foi o caos total”, relatou o correspondente da Reuters, Joseph Guyler Delva. “Vi várias pessoas mortas, e muita gente enterrada debaixo de escombros. As pessoas gritavam ‘Jesus, Jesus’ e corriam em todas as direcções”, prosseguiu.

Segundo as estimativas do US Geological Survey, cerca de três milhões de pessoas poderão ter sido afectadas pelo tremor de terra. “O sismo ocorreu em terra e não no mar, o que quer dizer que houve uma vasta população directamente exposta ao abalo do terramoto, cuja falha foi relativamente superficial”, explicou o geólogo Mike Blanfield. Além do epicentro se ter localizado numa área urbana densamente populada, as várias réplicas, de grande intensidade, eram capazes de ter destruído os edifícios que tivessem resistido ao primeiro abalo.

De acordo com a Associated Press, um dos edifícios que desabou foi um hospital em Petionville, um subúrbio de Port au Prince. Várias casas desfizeram-se por uma ravina abaixo no mesmo bairro. Testemunhas oculares davam conta de milhares de pessoas feridas, perdidas pelas ruas, e também de muitos mortos. Também relatavam os esforços para retirar pessoas dos escombros – de escolas, supermercados, igrejas, prédios. O embaixador do Haiti em Washington referiu danos sérios no Palácio Presidencial, bem como em ministérios e outros edifícios governamentais. O Presidente René Préval encontra-se bem, adiantou o diplomata.

Pela noite e madrugada, era impossível perceber até que ponto as autoridades locais foram capazes de responder à situação – vários relatos diziam não haver ambulâncias, carros de polícia, de bombeiros ou escavadoras. Um desafio imediato para a assistência internacional era chegar ao país: todos os voos foram cancelados e o aeroporto fechado. Não tinha ainda sido determinado se a pista estaria em condições de receber os aviões de carga que estavam a ser preparados com ajuda de emergência.

O Haiti é o país mais pobre do hemisfério ocidental: 80 por cento da população vive abaixo do limiar da pobreza, com acesso a menos de dois dólares por dia. A capital, que no início dos anos 50 contava com 250 mil habitantes, actualmente alberga entre dois a três milhões de pessoas, agrupadas em imensos bairros de lata. Outros seis milhões estão dispersos pelo resto do país, sobrevivendo sobretudo de uma pobre agricultura de subsistência. Uma severa deflorestação deixou o Haiti com apenas dois por cento do seu coberto vegetal.

Uma força internacional de manutenção de paz, ao serviço da Organização das Nações Unidas, permanece no país desde o golpe que levou à expulsão do Presidente Jean-Bertrand Aristide, em 2004 . O grosso do contingente militar, de 7000 efectivos, é assegurado pelo Brasil, país que representa o Haiti junto das instituições internacionais. Além dos capacetes azuis, servem no Haiti 2000 polícias enviados por outros países – ontem, a missão da ONU não respondia a contactos do exterior. Uma porta voz em Nova Iorque adiantou que o quartel-general da missão tinha colapsado e que o paradeiro de grande parte do pessoal era desconhecido. “Estamos a tentar falar com os nossos funcionários no terreno, mas debatemo-nos com os problemas de comunicação que são usuais em situações de desastre como esta”, referiu Stephanie Bunker.

Falando com a CNN via Skype, a cerca de 100 quilómetros da capital Port au Prince, Gregory Van Schoyck, ligado a uma organização humanitária cristã, descreveu o isolamento completo em que não só a capital mas também o resto do país caiu na sequência do terramoto: “Não há notícias, não há luz nem telefones, não se pode circular para lado nenhum. Aqui a terra estremeceu, mas os danos são reduzidos. Mas não sabemos nada do que se passa em Port au Prince, a população está muito assustada e preocupada”, contou.

O Departamento de Estado norte-americano accionou um “plano de resposta a desastre”, e admitiu que a situação prenunciava uma “séria perda de vidas”. O Presidente Barack Obama manifestou a sua solidariedade com todos aqueles afectados pelo terramoto e prometeu “toda a ajuda necessária” para as operações de rescaldo – apoio humanitário e assistência civil e militar, que estava já a ser avaliada. A ONU, o Banco Mundial e outras organizações internacionais lançaram apelos para a colaboração dos países nas operações de salvamento e no trabalho de reconstrução do país.

O Haiti é ciclicamente assolado por desastres naturais. A capital Port au Prince foi parcialmente afectada por um sismo de magnitude 6,7 em 1984. Em 2004, mais de três mil pessoas morreram na sequência do furacão Jeanne, que dizimou a cidade de Gonaives, no noroeste do país. Quatro anos mais tarde, a mesma cidade foi novamente devastada por quatro sistemas tropicais. Desde 2008, os furacões Gustav, Hanna e Ike mataram 800 pessoas e causaram prejuízos avaliados em mil milhões de dólares.

O sismo de terça-feira foi igualmente sentido na vizinha República Dominicana, levando a população de Santo Domingo para a rua em pânico. O leste da ilha de Cuba também tremeu, e as povoações costeiras, bem como a cidade de Santiago foram evacuadas por precaução, mas não se registaram danos.

Notícia do Publico actualizada às 12h42

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O Nevão

Na Beira Baixa caiu um dos maiores nevões dos ultimos anos.~
Há até muita gente já com idade na casa dos 60 que não s e lembram de nevão assim
Aqui vai um video para apreciarem como a neve caiu em Castelo Branco no dia 11 de janeiro d e 2010

Neve em Castelo Branco
A neve é realmente um espectáculo maravilhoso, um modo de diversão especialmente entre a gente mais jovem.
Mas a neve é tambem um motivo de preocupação, se não vejamos os efeitos negativos da neve
A neve é um problema de maior importância em vias públicas em geral, especialmente em temperaturas abaixo dos 0 graus.
Quando a neve que cai é húmida, ou derrete com relativa facilidade, passa a ser um dos motivos para o agravamento de acidentes, visto que facilita a derrapagem de veículos transitando nas vias públicas.
Em temperaturas mais baixas, a neve é seca, e não facilita a derrapagem, mas acumula-se com facilidade, e pode atrapalhar facilmente o trânsito de veículos em vias públicas, quando a mesma se forma em gelo.
Por isto, regiões que recebem regularmente precipitação de neve, como a nossa Beira Baixa por exemplo, além de possuirem já Centro de Limpeza de neve com veículos adaptados para remover a neve em estradas e autoestradas, deveria haver ainda assim nas principais cidades onde cai neve com alguma regularidade, outros postos de auxilio com viaturas e equipamento adequado, para limpar as prórias avenidas dessas cidades como avenidas e rodovias movimentadas, bem como em aeroportos movimentados.
Até porque a acumulação de neve nestas artérias, ele mesma é um motivo causador de acidentes entre pedestres em geral,

domingo, 10 de janeiro de 2010

Por terras da Beira(4)


Continuando esta digressão por terras da Beira ond e hoje por sinal deve ter caído um dos maiores nevões das ultimas décadas, seguimos de Penamacor directamente para o grande concelho de Idanha a Nova.
Aqui vou me socorrer dum Blog que estou a seguir Por terras do Rei Wamba da autoria do grande amigo Joaquim Batista, oriundo de Idanha a Velha.
Partimos então da Hipótese de estarmos em terras da Idanha passeando nas terras do rei Wamba.
de Penamacor ,
Concelho que faz fronteira com o da Idanha, e dirijimo nos directamente a Monsanto Aldeia mais portuguesa

Evidentemente que o concelho d e Idanha tem uma vasta região onde se situam as freguesias de Alcafozes, Aldeia de Santa Margarida, Idanha-a-Velha, Ladoeiro, Medelim, Monfortinho, Monsanto, Oledo, Penha Garcia, Proença-a-Velha, Rosmaninhal, Salvaterra do Extremo, São Miguel de Acha, Segura, Toulões e Zebreira


duas imagens com a bela Vila de Monsanto
São Miguel d'Acha
Castelo de Penha Garcia

Castelo de Salvaterra do Extremo

no Ladoeiro encontramos para além de um grande historial, Tambem esta fonte antiga na parte mais baixa desta localidade

Torre da Igreja Matriz de Medelim

Fortaleza de Segura

Uma imagem do Oledo

Proença a Velha com o seu pelourinho

Uma foto da Capela d Nossa Senhora da Piedade na Zebreira

Aspectos Geográficos
O concelho de Idanha-a-Nova, do distrito de Castelo Branco, localiza-se na Região Norte (NUT II) e na Beira Interior Sul (NUT III). Ocupa uma área de 1416,3 km2 e abrange 17 freguesias: Alcafozes, Aldeia de Santa Margarida, Idanha-a-Nova, Idanha-a-Velha, Ladoeiro, Medelim, Monfortinho, Monsanto, Oledo, Penha Garcia, Proença-a-Velha, Rosmaninhal, Salvaterra do Extremo, São Miguel de Acha, Segura, Toulões e Zebreira.
O concelho encontra-se limitado a norte pelo concelho de Penamacor, a noroeste pelo Fundão, a sul e a este por Espanha e a oeste por Castelo Branco.
O concelho apresentava, em 2005, um total de 11 085 habitantes.
O natural ou habitante de Idanha-a-Nova denomina-se idanhense.
Possui um clima mediterrânico, com influências continentais, sendo os Verões bastante quentes, com temperaturas que rondam os 30 ºC, e os Invernos consideravelmente frios, registando-se uma elevada ATA (Amplitude Térmica Anual).
Na rede hidrográfica, destaca-se a passagem do rio Ponsul, no qual se situa a barragem da Idanha, com 54 metros de altura, em funcionamento desde 1948.
O edificado estende-se a partir de meia encosta para a região de campina, onde se destacam alguns montes, como os de João Nunes, Penha Garcia e Senhora de Almortão.


História e Monumentos
Há em todo o concelho numerosos vestígios pré-históricos de ocupação, como menires e antas.
Os Romanos tiveram uma influência importante, nomeadamente nas freguesias de Monsanto, Idanha-a-Velha e Ladoeiro e nas campinas de Idanha-a-Nova, onde existiu uma villa romana, assinalada num mosaico descoberto. Após a queda do Império Romano, dominaram os Suevos e os Visigodos, sendo dessa época a criação da célebre diocese da Egitânia.
Em 1187, foi construído um castelo por Gualdim Pais e em 1510 D. Manuel outorgou-lhe foral.
No património arquitectónico, destaca-se a Egitânia, uma estação arqueológica do ano 534, que foi uma da mais importantes cidades da Lusitânia, subsistindo ainda os troços das calçadas romanas e a ponte românica, construída sobre o rio Ponsul.
Destaca-se ainda o castelo, de 1187, mandado construir por Gualdim Pais, a igreja matriz, do século XVI, que possui três naves, apresenta um pórtico da renascença e uma abóboda artesoada na capela-mor, a Igreja da Misericórdia e a Capela da Senhora do Almortão, construída no local onde terá aparecido uma imagem de uma santa e que é local de romaria, realizada no segundo domingo de Maio.
Existem ainda no concelho várias casas brasonadas.

Tradições, Lendas e Curiosidades
As manifestações populares e culturais no concelho são diversas, sendo de destacar a festa da Senhora da Graça, que ocorre sete dias depois da da Senhora do Almortão; a festa da vila, em Agosto; a festa de S. Domingos, oito dias após a Páscoa; a festa de Nossa Senhora da Piedade, de 7 a 9 de Setembro; e a de Nossa Senhora da Conceição, a 8 de Dezembro.
É de destacar a festa da Senhora da Almortão, realizada 15 dias depois da Páscoa, que é a romaria mais importante das redondezas, existindo uma lenda à volta da imagem de N. Sra. que terá aparecido um dia numa moita de murtas. Quando as pessoas a encontraram recolheram-na e levaram-na para a Igreja de Monsanto, contudo esta desaparecia várias vezes e aparecia sempre no local onde surgira pela primeira vez. Assim, construiu-se uma ermida nesse local para que a imagem nunca mais desaparecesse.
No artesanato, são típicos os adufes, a cestaria em vime, os bilros, as rendas e os bordados.
Como instalações culturais, destaca-se o Centro Cultural de Idanha e a Biblioteca Municipal.

Economia
No concelho de Idanha-a-Nova predomina o sector terciário (cerca de 55,4% do total de empresas sediadas no concelho). Este sector tem uma grande importância na vila e sede do concelho.
Contrariamente à tendência distrital, o sector primário tem ainda uma grande importância na economia de Idanha, sendo a percentagem de empresas sediadas neste sector (22,3%) superior do sector secundário (20,5%).
A área agrícola do concelho abrange 94 134 ha, sendo as principais culturas o olival, a horta familiar, os prados temporários, culturas forrageiras, citrinos, vinha e cereais para grão. Será também de referenciar que a exploração florestal é uma actividade de grande importância para a economia do concelho.
Na pecuária, destaca-se a criação de aves, nomeadamente galinhas poedeiras e reprodutoras, ovinos e equídeos.




Referencia deste artigo:
Idanha-a-Nova. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-01-10]


Santuário de Nossa Senhora de Almortão
A Ermida de Nossa Senhora do Almortão situa-se nos campos de Idanha-a-Nova, tem um estilo simples e harmonioso.
Em 1229 D. Sancho II, no foral dado a Idanha-a-Velha mencionava a Santcam Mariam Almortam, quando demarcava os limites da Egitania. A capela-mór e o altar são revestidos de azulejos do sec. XVIII. O alpendre é formado por três arcos de granito.
Esta capela foi construída porque, como diz a lenda, um dia de madrugada uns pastores atravessavam o campo pelo sítio "Agua Murta" e notaram que havia algo de estranho por traz das murteiras grandes. Aproximaram-se e viram uma linda imagem da Virgem.
Ficaram parados de joelhos a rezar, mas depois resolveram levar a imagem para a Igreja de Monsanto. Mas ela desapareceu e foi encontrada outra vez no mesmo lugar da aparição no murtão. Respeitando a vontade da Senhora, os habitantes da vila construíram a capela.
A romaria da Senhora do Almortão realiza-se todos os anos, 15 dias depois da Páscoa. Após a missa faz-se a tradicional Procissão. Após as cerimónias segue-se o almoço, convívio entre famílias e amigos.
Então o povo canta as várias quadras á Senhora entre elas estas que dizem os historiadores que traduzia o sentimento das pessoas em serem libertadas do domínio dos espanhóis.